Início / Coleção
Cada nome é um sítio no mapa.
Os tapetes orientais chamam-se pela terra onde foram tecidos. Muda o desenho, muda a lã, muda a maneira de dar o nó. Estas são as sete famílias que temos em exposição na Boavista.
Irão · cidade de Qom
Ghom
É o tapete mais fino que se faz. Nó miudinho, seda natural na teia e no pelo, desenho tão apertado que se vê a nervura de cada folha. Um Ghom bom demora anos a tecer — e é por isso que se paga o que se paga.
A seda tem uma particularidade: muda de cor conforme o lado de onde se olha. Vira-se o tapete meia volta e o verde acende ou apaga. Nenhuma fotografia mostra isto, e é a primeira coisa que lhe pedimos para fazer quando cá vier.
Irão · Tabriz, Azerbaijão Oriental
Tabriz Mahi
Medalhão ao centro, cantoneiras nos quatro cantos e, a cobrir todo o campo, o desenho mahi — “peixe”, em persa: uma trama miúda de folhas e ramos que se repete sem fim.
É o tapete clássico por excelência. Lã extra fina, às vezes com fio de seda a marcar o contorno do medalhão para apanhar a luz. Aguenta uma sala de estar com uso diário durante décadas.
Cáucaso
Kazak & Shirwan
Aqui não há flores: há geometria. Medalhões angulosos, estrelas, ganchos e pequenas figuras que passaram de mãe para filha durante gerações, sem desenho no papel.
Vermelhos fortes, azuis fechados, marfim. São tapetes de tribo, tecidos para o chão de quem andava com eles às costas — daí a lã ser densa e o remate ser feito para aguentar. Combinam surpreendentemente bem com casas modernas.
Afeganistão · Paquistão
Ziegler & Chobi
O desenho é clássico persa, mas alargado e lavado: as flores ficam maiores, as cores recuam para areia, azul-acinzentado, ferrugem e verde-seco.
A tinta é vegetal — raiz de ruiva, casca de romã, índigo — o que faz com que o tapete envelheça a favor, ganhando brilho com o uso em vez de o perder. É a família que mais sai para casas de decoração contemporânea.
Irão · província de Fars
Gabbeh & Shall
Lã grossa, pelo alto, riscas largas e cor sem pedir licença. O Gabbeh nasceu no chão das tendas nómadas Qashqai, onde se queria calor debaixo dos pés e não um desenho complicado.
É o tapete mais quente ao pé descalço de toda a coleção — e o que melhor funciona em quartos e em casas com crianças.
Turquia · Irão · Cáucaso
Kilim
O kilim não é anodado: é tecido, como um pano. Não tem pelo, é leve, é reversível e dobra-se num instante.
Serve de tapete, de manta de sofá, de pano de parede ou de caminho de mesa. É a porta de entrada mais fácil no tapete oriental — e a que mais gente acaba por comprar em segundo lugar.
Turquemenistão · Afeganistão
Bukhara & Makhmalbaf
Fundo bordô ou vermelho-escuro, coberto de guls — pequenos octógonos alinhados com a precisão de um tabuleiro. É o tapete turcomeno, o mais reconhecível de todos.
A lã Makhmalbaf é das mais finas que trabalhamos, com um brilho aveludado que dá nome à peça: makhmal quer dizer veludo.
Antes de vir
Que medida preciso?
A pergunta que mais nos fazem ao telefone. Meça a divisão, veja a linha certa e traga as medidas apontadas — poupa meia hora de conversa.
| Medida | Onde fica bem | A ter em conta |
|---|---|---|
| 60 × 90 cmtapetinho | Entrada, pé de cama, casa de banho | Peça de teste — muita gente começa por aqui |
| 80 × 300 cmpassadeira | Corredor, cozinha comprida, escada | Meça o corredor todo: sobra melhor do que falta |
| 170 × 240 cmmédio | Sala pequena, quarto de casal | Deve apanhar as pernas da frente do sofá |
| 200 × 300 cmo mais vendido | Sala de estar normal | Deixe 40–60 cm de chão à volta |
| 250 × 350 cmgrande | Sala ampla, sala de jantar | Na sala de jantar, cadeiras puxadas têm de ficar em cima |
| 300 × 400 cm e maispeça central | Salas de pé-direito alto, lojas, hotelaria | Nestas medidas trabalhamos muito por encomenda |
Venha ver ao vivo.
Estamos no piso 0 do Shopping Brasília, na Avenida da Boavista. De segunda a sábado, das 10h às 20h. Entrar não obriga a nada.